AGUÇANDO OS SENTIDOS (brinquedos e brincadeiras que estimulam as percepções)

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Atualmente todos nós temos acesso a muita informação sobre desenvolvimento infantil. Há uma quantidade enorme de livros destinados aos pais, especialmente sobre comportamento. A escola orienta que os pais estimulem seus filhos em casa no que diz respeito aos conteúdos trabalhados e conceitos ensinados. Mas, antes de consolidar essa aprendizagem mais formal, é importante propiciar o desenvolvimento dos sentidos, pois é através deles que a criança entra em contato com o mundo exterior.

Os sentidos são aguçados mesmo antes de o bebê nascer. Ainda no útero, as primeiras sensações de calor e aconchego – e mesmo o contato com o meio líquido – mostram que o bebê já experimenta diversas sensações.

Esse processo merece atenção especial a partir do nascimento, quando somos responsáveis pelos estímulos transmitidos ao bebê. Um bebê deitado de bruços recebe sensações diferentes do que é colocado de lado ou de costas. Dar oportunidade para uma variedade de posições para brincar ajuda a dominar a gravidade, movimento e controle do próprio corpo.

Nossos sistemas sensoriais são responsáveis por receber informação sobre o mundo e transmiti-las ao cérebro. Geralmente não estamos conscientes deles porque muitos processos sensoriais acontecem a nível inconsciente no sistema nervoso.

O sentido do tato torna possível que uma pessoa ache a lanterna na gaveta quando a força acaba. A sensação tátil também desempenha um papel importante na proteção contra o perigo; pode sinalizar por exemplo a diferença entre o toque macio dos dedos de uma criança e as pernas de uma aranha. Uma brincadeira simples que estimula o tato é esconder objetos numa caixa ou sacola escura e pedir que a criança descubra o que é somente sentindo com suas mãos. É interessante que ela descreva ao máximo o que está sentindo: textura, espessura, forma, peso, etc… Nomear as sensações faz parte dessa experiência. Um brinquedo simples, mas que contribui bastante na experiência tátil é o livro com texturas salientes, as quais podem ser manipuladas pelas crianças – mesmo as bem pequenas.

O sentido da audição pode ser estimulado desde cedo: cantando, contando histórias, brincando com rimas, discriminando sons que vêm de fora de casa e os que vêm de dentro. Usar instrumentos musicais apropriados para crianças auxilia na acuidade auditiva, habilidade necessária futuramente na fase da alfabetização. Variar a intensidade dos sons produzidos também é uma forma de estimulação.

O sentido do paladar precisa ser aguçado desde a introdução aos alimentos sólidos para o bebê. Nessa fase ele começa a experimentar não só os sabores, mas também as texturas dos alimentos. Mais tarde, com crianças maiores, é possível pedir a ajuda delas para alguma receita culinária, atividade que pode ser bastante prazerosa para toda a família.

O sentido da visão merece destaque, pois nos dias de hoje o apelo visual em tudo é muito forte. Muitas vezes as crianças são estimuladas em excesso, provocando um efeito negativo em seu desenvolvimento. Expor muito tempo diante da televisão e do computador pode ser um exemplo disso. A discriminação visual é a habilidade que permite à criança distinguir letras e números de outros signos escritos. Brincar de esconder um objeto em meio a outros já é uma brincadeira simples que auxilia nesse processo. Quando ela souber escrever o próprio nome, podem brincar de tentar encontrar a letra inicial dele nos livros ou nas placas na rua. Brinquedos coloridos e com diferentes tamanhos e formatos, como blocos de encaixar, também contribuem para aguçar o sentido da visão.

O sentido do olfato vem carregado de afetividade. Um cheiro bom pode nos lembrar um local, um momento, uma pessoa… da mesma forma, um cheiro ruim pode nos causar enjoo e despertar outras sensações bastante desagradáveis. Uma brincadeira simples para estimular o olfato é passar perfume em um paninho e escondê-lo. Peça às crianças para tentarem descobrir onde está! Ou ainda, ao servir o jantar, vende os olhos delas e desafie a dizerem o que tem para o jantar sem olhar!

Conhecido pelos psicomotricistas como o “sexto sentido”, a propriocepção nos dá uma consciência da posição do nosso corpo. É a propriocepção que torna possível que a posição do corpo de um indivíduo seja ajustada automaticamente para evitar que caia de uma cadeira. Descer da calçada de modo sincronizado e coordenado também é consequência de propriocepção eficiente. Andar de triciclo ou bicicleta, se equilibrar no pé-de-lata e passar por dentro de um túnel no parquinho são exemplos de brincadeiras que instigam a propriocepção. Esse é o sentido que organiza todos os dados recebidos pelo corpo e leva ao cérebro a mensagem do que este corpo sentiu.

Propiciar brincadeiras que estimulem as percepções enriquece e amplia o repertório de vivências e experiências sensoriais das crianças. Até os 7 anos, a aprendizagem deve ocorrer de forma lúdica e desafiadora. Para isso, os adultos podem usar sua criatividade e explorar ao máximo os brinquedos existentes no mercado, bem como propor brincadeiras que mexam com a criança da cabeça aos pés, aguçando os sentidos, despertando percepções, enfim, fazendo o que mais gostam de fazer: BRINCAR.

Texto elaborado pela equipe da SEMEAR

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