As novidades na vida do pequeno devem ser trabalhadas no tempo de cada criança

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Um irmão novo a caminho, o primeiro dia na escola, pais que resolvem viver separados. Estas são situações extremas com as quais as crianças têm que lidar, e para elas os pais normalmente se preparam. Mas há inúmeros outros momentos em que os sentimentos das crianças ficam à flor da pele, e os pais não sabem como agir. Tantas novidades mexem com a rotina da vida dos pequenos e devemos prestar atenção.

Na vida dos pequenos, a partir dos primeiros meses em que o processo de imitação impulsiona atitudes e brincadeiras que abrangem um pouco do universo adulto (lembre-se das vezes em que já viu seu filho brincando de casinha, teatro ou mesmo usando suas roupas para criar uma personagem), as novidades que aparecem no dia-a-dia das crianças ainda não são vistas de forma regular, causando alvoroços ou mesmo incompreensão tanto dos filhos quanto dos responsáveis.

Para ajudar na reflexão do tema, pense desta forma: a rotina na vida das crianças (tanto através de brincadeiras quanto de atividades diárias) é fundamental para que seu desenvolvimento intelectual e relações sociais sejam elaborados para, posteriormente, lidarem com situações externas sem grandes problemas. A rotina também proporciona segurança, afinal, são momentos em que a criança já aprendeu a lidar e responder de maneira positiva.

Iniciativas de mobilização, como o tema da Semana Mundial de Brincar (de 21 a 28 de maio) que desenvolve “O Brincar que Encanta o Tempo”, estão focando nessa percepção do pequeno. Por isso, buscamos introduzir esse assunto que, mesmo com grande relevância, pode passar despercebido pelos pais e, assim, interferir em uma criação saudável.

Quando uma nova situação é apresentada ao pequeno, como ele lida com isso e como os pais devem agir?

É claro que as situações variam de criança para criança, idade ou mesmo ambiente de vivência, mas, seja em situações reconhecidas como estressantes, como o primeiro dia de aula, fato é que a criança se depara com situações não experimentadas a todo momento, e não há como prever suas reações.

Para que esses momentos não sejam recheados de incertezas para a família e os pequenos, é preciso que os pais evitem pressionar a criança a agir de maneira desconfortável para ela. A palavra-chave para isso é empatia: a melhor forma de ajudar uma criança a lidar com o desconhecido é colocar-se no lugar dela, entender as emoções que estão em pauta naquele momento e orientá-la a lidar com elas. Desmerecer o que a criança sente, com frases como ‘não precisa chorar por causa disso’, ‘não fique triste’ ou outras do gênero faz com que ela sinta que seus sentimentos não são adequados.

Qual a melhor forma de introduzir esses episódios mais espontâneos senão através de brincadeiras conjuntas com o pequeno?

Com simulações por teatros ou historinhas de momentos similares aos da vida da criança, os pais conseguem demonstrar reações positivas, elaborar as melhores soluções naquela história e, assim, exemplificar de forma lúdica momentos que farão parte da vivência do pequeno.

Dica: muitos brinquedos são confeccionados com o objetivo de estimular esse desenvolvimento social, como fantoches ou teatros de sombra, porém, é importante lembrar que a criatividade e imaginação são os pontos mais fortes para trabalhar com o crescimento do pequeno.

Além disso, o ponto fundamental para trabalhar com essas novidades é agir em conjunto com o tempo de resposta da criança, sem pressionar e, ainda assim, sem evitar que ela enfrente aquele momento.

Esse acompanhamento permite que a criança vá descobrindo por ela mesma as melhores opções para trabalhar com a novidade, se adaptar de forma saudável e, ainda, se sentir mais preparada para enfrentar demais momentos como aquele, sem se sentir desconfortável.

É sempre bom que os pais tenham em mente que o preparo da rotina da criança deva abranger esses momentos que, futuramente, serão impostos em seu dia-a-dia. Brincadeiras que estimulam os sentidos, percepções e raciocínio dos pequenos são ótimas opções para ajudar nessas situações, abrindo espaço para uma resposta natural da criança no tempo ideal de cada um.

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