BRINCAR É … TÃO IMPORTANTE QUANTO TER DIREITO À SAÚDE E EDUCAÇÃO DE QUALIDADE

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Uma bola rolando, uma boneca vestida e penteada, um jogo de amarelinha. É fácil associar essas imagens à momentos descontraídos na vida de uma criança. Mas essas ações que parecem despretensiosas, na verdade, são tão fundamentais quanto garantir boa alimentação, atendimento médico e uma educação de qualidade aos pequenos e, por isso, são reconhecidas como primordiais pela Declaração Universal dos Direitos Humanos; pela Declaração dos Direitos da Criança e pelo Estatuto da Criança e dos Adolescentes.

Apesar disso, para muitos pais esse direito ainda não é reconhecido como igualitário e fundamental, como revelou uma pesquisa feita pela Fundação Maria Cecília Vidigal em parceria com o Ibope, em 2012. O estudo mostrou que, para 51% dos mais de dois mil entrevistados de diferentes classes sociais, levar ao pediatra regularmente e dar vacinas era o fator mais importante para o desenvolvimento de crianças com idades entre zero e três anos. Brincar, passear e conversar com a criança foi visto como essencial apenas por 19% dos pesquisados com filhos em casa.

O dado é alarmante porque mais do que um modo de passar o tempo, brincar é um meio de expressar os sentimentos e a visão do mundo; um jeito de se comunicar com o que ocorre ao redor.  É por meio das brincadeiras que crianças vão ter a inteligência desenvolvida, a curiosidade aumentada e mais interesse por novidades.

Dentro dessas perspectivas, o papel dos pais (ou responsáveis) é cuidar para que as crianças tenham tempo e espaço para brincar livremente. Assim elas poderão escolher com quem, do que, com o que e onde brincar, o que ajudará a desenvolver autonomia.

Ter um espaço para brincadeira é essencial

Sabe aquele cantinho da casa em que a criança pode espalhar tudo o que quiser e construir e reconstruir as próprias brincadeiras de um modo tão particular que o sentido de tudo parece perdido para qualquer adulto?  Para algumas mães mais preocupadas com organização, esse espaço pode ser um verdadeiro pesadelo, mas, para a criança esse é o verdadeiro paraíso.

É nesse lugarzinho especial que os pequenos que já sofrem tanto com a escassez de locais públicos e limitações impostas por apartamentos pequenos e condomínios cheios de regras podem soltar a imaginação e, aos poucos, desenvolverem melhor as potencialidades e as próprias personalidades por meio de brincadeiras.

Quando brincam livremente, apenas com a supervisão discreta dos adultos, as crianças têm a chance de descobrir do que realmente gostam.

* Artigo criado com base em levantamentos do Instituto Maria Cecília Souto Vidigal, fundação dedicada à promoção do desenvolvimento da primeira infância. Ver pesquisa na íntegra em http://bit.ly/1T16GMi.

Dica | O poder da autonomia nas brincadeiras

É cada vez mais comum que as crianças recebam tudo pronto. Brinquedos, jogos, ideias para brincar. Tudo parece pré-estabelecido ou cheio de regras. O resultado disso é a dificuldade em criar novas experiências ou brincadeiras e até mesmo saber ao certo do que se gosta. Entre os problemas de não se saber realmente o próprio gosto ainda quando criança está a possibilidade de se tornar um adulto vulnerável ao desejo dos outros e submisso ao extremo.

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