BRINCAR É … UM JEITO DE DRIBLAR O TÉDIO QUANDO NÃO É POSSÍVEL FAZER NADA LÁ FORA!

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Todo mundo já sentiu tédio. E embora a definição seja relativamente ampla, aqui estamos falando daquela condição em que atividades pouco estimulantes podem nos levar a uma sensação de não querer fazer nada ou a se sentir tão aborrecido que não se sabe o que fazer para mudar aquilo. Mas se por um lado o tédio pode parecer o fim da linha, por outro pode ser um convite para que a criatividade seja usada e transforme aquele momento em algo muito especial.

E é exatamente isso que pode acontecer quando alguma situação pode parecer entediante para as crianças. Normalmente, isso ocorre quando está chovendo lá fora e logo alguém solta “Que chato! Não tem nada para fazer!”  Mas será?

Brincadeiras e brinquedos inventados ao longo de muitos anos mostram que não é bem assim. Para fugir do tédio bastam uma mente aberta e disposição; e até mesmo os dias de maior temporal podem se tornar muito empolgantes para os pequenos. Para ajudar quem estiver a fim de se aventurar, aqui vão algumas dicas!

Construções
Que tal soltar a imaginação e fingir que é um grande arquiteto? Esta brincadeira pode começar com lápis e papel, que desenharão o projeto, e terminar com a construção em si. E aí vale tudo: desde casas construídas com palitos de sorvete, passando por caixas de papelão (que podem ser de leite) e até blocos próprios para montagem. Nessa brincadeira é possível também criar cabanas montadas com lençóis e as almofadas removíveis dos sofás.

Jogos de cartas
Está muito enganado aquele que pensa que cartas foram feitas apenas para os adultos. Crianças um pouco maiores, que já conhecem os números e letras, podem tirar grande proveito de jogos muito criativos com as cartas. Um deles é o popular “Mau Mau”. Nesta brincadeira cada jogador recebe cinco cartas e o restante vai para o monte de compras que fica sobre a mesa. O jogo começa virando uma carta desse monte. O jogador que tiver carta com número ou naipe igual àquela que apareceu na mesa deve descartar essa carta. Quando um dos jogadores tiver apenas uma carta, ele deverá anunciar que está perto de bater dizendo “Mau Mau”. A punição para aquele que esquecer de fazer o anúncio é comprar cinco cartas. Atenção também para algumas regras: o Ás pula o jogador seguinte; a Dama (Q) inverte o sentido do jogo; o Valete (J) permite que o jogador da vez escolha qualquer outro naipe para a rodada; o 7 obriga o jogador seguinte a comprar duas cartas e não descartar nenhuma (mas essa condição pode ser rebatida se o jogador tiver na mão um 7, fazendo com que a punição seja levada em dobro para o próximo jogador); e, por fim, o 9 obriga o jogador anterior a comprar uma carta. Vence quem descartar todas as cartas.

 Dominó, memória e quebra-cabeça
Apesar de antigos, esses jogos costumam agradar crianças de todas as idades. Um dos fatores para isso é o fato de que alguns podem ser bastante simples, com poucas peças, por exemplo, enquanto outros têm desenhos mais bem elaborados, no caso dos jogos de memória e do quebra-cabeça. Estímulo da atenção, concentração, raciocínio lógico e memorização são apenas algumas das habilidades desenvolvidas com esse tipo de jogos.

Momento da leitura
Lembram daquela cabaninha feita de lençóis pelo arquiteto mirim? Ela pode ser ideal para que as crianças se aconcheguem e curtam um bom momento de leitura. Isso pode ocorrer com os pequenos lendo sozinhos ou com alguém lendo para eles. Se esse for o caso, criar vozes diferentes para os personagens da história e fazer brincadeiras divertidas com sons pode tornar a leitura mais atraente.

Estátua
Quanto mais crianças, mais divertida a brincadeira fica. Por isso, uma dica é chamar os vizinhos para brincar junto, se possível. Feito isso, a criança pode escolher a música preferida e dançar até que a canção seja pausada ao mesmo tempo em que alguém diz a palavra Estátua. A partir deste momento todos devem “congelar” na posição em que estiverem. Quem se mexer primeiro sai. Vence aquele que resistir sem se movimentar em todas as etapas.

Caixa de adivinhação
Este pode ser um desafio muito empolgante porque pede que pais e crianças se envolvam também na construção da brincadeira. Para começar, pegue uma caixa de sapato e a decore da maneira que desejarem. Colocar alguns pontos de interrogação na tampa pode ser uma boa opção, já que o jogo é de adivinhação. Feito isso, faça um buraco em um dos lados da caixa, de modo que a criança possa colocar a mão no interior dela por essa abertura. Depois, sem que a criança veja, coloque lá dentro algum item para que o pequeno possa adivinhar o que é apenas sentindo. Feijões, sementes, brinquedos ou frutas podem ser boas alternativas. Caso esteja muito difícil, vale dar algumas dicas. Vence quem adivinhar mais.

Telefone sem fio
O primeiro da fila cochicha no ouvido do amigo uma palavra ou uma frase. Quem escuta faz o mesmo com o participante seguinte e, assim por diante. O último diz em voz alta o que entendeu e a graça está em ouvir algo muito diferente do que o primeiro falou.

 Imitar bichos
Essa é uma boa chance para que as crianças coloquem em prática as observações que fizeram nos dias de brincadeira ao ar livre. Além de imitar os animais, elas podem testar suas habilidades com mímicas.

Dica | Saiba como lidar com o tédio das crianças

É comum que as crianças estejam cada vez mais entediadas, mas ainda assim preocupante. Parte disso se deve ao fato de que elas são incentivadas, desde muito cedo, a fazerem diversas atividades e recebem toda a oferta de brinquedos, mas, quando sozinhas (por elas mesmas) não conseguem criar ou se interessar por algo por muito tempo, já sempre têm quem tome as decisões por elas. Ficar o tempo todo propondo o que as crianças devem fazer, ao contrário dos que muitos pensam, não deve ajudar. O melhor é apresentar uma ideia ou brincadeira e deixar que a criança desenvolva uma atividade sozinha a partir daquilo. Assim ela poderá exercer sua criatividade e começará a tomar a iniciativa de inventar mais e se sentir menos entediada.

* Inspirado nas publicações “Great Indoor Games and Activities” e “As relações entre padrões de consumo e a vivência do tédio em crianças”, da pesquisadora, psicóloga e pedagoga Clarice Krohling Kunsch.

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