BRINCAR É … UM JEITO DE ENTENDER COMO VAI A AUTOCONFIANÇA

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Ser decidido, falar de maneira segura, expressar bem as opiniões, enfrentar desafios, vencer os medos e sentir capaz de realizar algo a que se propõe. Todos esses elementos formam um conjunto a que se chama de autoconfiança.

Naturalmente, na medida em que cada indivíduo envelhece torna-se mais fácil perceber o papel fundamental da autoconfiança na vida, principalmente porque ela caminha lado a lado com a autoestima, mas isso não significa que ela precise ser trabalhada apenas na fase adulta.

Ser autoconfiante ainda pequeno pode colaborar (e muito) em vários aspectos do universo infantil, melhorando a relação que a criança tem consigo mesma e com quem está ao seu redor, como afirma a psicóloga formada pela Unifesp Lilian Bertolo. ” Trabalhar a autoconfiança enquanto criança vai ajudar esse indivíduo a ter mais força no sentido de se posicionar no mundo.”

Bertolo explica que uma das maneiras de enfrentar esses conflitos pode ser por meio da brincadeira. “Através da brincadeira é possível observar um mundo de coisas. Normalmente a criança vai reproduzir as dinâmicas da vida dela pela brincadeira e ali, às vezes, ela pode até solucionar o que a está angustiando”.  Quando essa resolução não ocorre, e os pais conseguem observar que há algo que incomoda esse pequeno, a indicação é procurar um profissional.

Atuante da área de terapia e educação assistida por cães, Lilian Bertolo é integrante de um projeto chamado “Entre patas e letras”. O trabalho reúne crianças com dificuldades, e em situação de vulnerabilidade, e cães em um ambiente de incentivo à leitura. A ideia é que com a ajuda dos cães as crianças se sintam mais confiantes para soltar a imaginação e a criatividade a partir da leitura unida à uma vivência mais descontraída.

“Trabalhamos temas como amor, respeito, discriminação e, quando chegamos, pedimos para que a criança escreva junto do nome dela no crachá de identificação alguma qualidade que ela tenha e o que chama a atenção é que as crianças não conseguem enxergar qualidades nelas mesmas”.  A profissional explica que muitas vezes os pequenos conseguem falar sobre habilidades externas que observam em si mesmos, como ser bom em jogar bola, por exemplo, mas que dificilmente expressam uma qualidade da própria personalidade.

Para a especialista, viver em um ambiente cheio de “não pode”, “não faça” e “está errado” pode abalar a confiança dos pequenos. E, por isso, é importante construir uma relação em que elas possam desenvolver a autonomia e o protagonismo, o que no caso desse trabalho é feito com o apoio dos cães, mas pode ser feito também por meio das brincadeiras.

Durante o brincar, muitas vezes, a criança precisa tomar decisões, sugerir soluções, mostrar preferências e até mesmo convencer os outros de que sua ideia é a mais bacana. Esses aspectos, apesar de simples, ajudam a criança a se tornar mais confiante e refletem na vida adulta. Isso significa dizer que crianças que vivem em famílias superprotetoras dificilmente terão a oportunidade de demonstrar autonomia, o que implica também na autoconfiança.

Elogiar também é importante, mas assim como repreender, deve ser feito na medida certa. É importante lembrar que ser autoconfiante não é o mesmo que “se achar o tal”. Por isso, é preciso ficar atento para evitar que esse indivíduo tenha dificuldades em lidar com frustrações no futuro, por exemplo. Ou se torne um narcisista.

Dica | Não há razões para trabalhar a autoconfiança apenas quando adulto

Segundo a psicóloga Lilian Bertolo, é muito comum que as pessoas se sintam fragilizadas em diferentes momentos da vida, seja na infância, adolescência ou na vida adulta. Por isso, é essencial manter o resgate da autoconfiança para que cada um possa se sentir mais capaz e dono do próprio destino de acordo com diferentes situações e em variados momentos; mas, se possível, é importante que isso seja feito desde a infância.

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