BRINCAR É … UM MODO DE DESENVOLVER O SENSO DE COMPANHEIRISMO

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Ter um parceiro, um amigo, um verdadeiro companheiro é essencial para muitas pessoas. É ao lado do outro que esses indivíduos se sentem acolhidos e motivados a vivenciarem suas experiências e se aventurarem em novos terrenos. Mas o que parece natural para nós adultos é, na verdade, algo que vai sendo construído gradativamente durante a infância.

Desde o nascimento a criança está inserida no meio social, mas a relação que ela estabelece com as pessoas que estão à sua volta só começa a se desenvolver e manifestar quando ela já está por volta dos sete ou oito anos de idade, segundo os especialistas.

E isso, na realidade, começa a ocorrer naturalmente por meio das brincadeiras, como já vimos anteriormente em Brincar é … uma das maneiras de socializar e aprender a dividir. Superada essa etapa, a criança começa a sentir prazer ao estar ao lado de outras e então se inicia o processo de construção do companheirismo, como explica a psicóloga clínica e psicopedagoga Ana Cássia Maturano.

“Na medida em que elas [as crianças] vão crescendo, elas vão buscando esse companheiro. O ideal é saber brincar sozinho e brincar com o outro. Mas isso vai depender das experiências que a criança tem com outras e dos modelos familiares em que elas estão inseridas e se existe oportunidade para que ela tenha essa vivência. ”

A especialista conta que ter um companheiro de brincadeiras a partir de determinada idade pode favorecer os pequenos quando eles chegarem à vida adulta. “A interação com o grupo e a troca de ideias são levadas para a vida. Se eu quero brincar de Barbie e o outro quer brincar de Lego é preciso negociar. E isso amplia os horizontes. O brincar com companheiros abre um caminho promissor. ”

E não é apenas entre as crianças que a brincadeiras ajuda a fortalecer o companheirismo. Esse vínculo também pode ser estabelecido entre os adultos e os pequenos, como pais e filhos, por exemplo.

 A psicóloga esclarece, no entanto, que os adultos precisam ficar atentos ao jeito de cada criança. “Há aqueles que sentem mesmo falta de brincar com o outro, de ter um parceiro para brincadeiras. Enquanto outros preferem ficar mais sozinhos. O importante é se oferecer para brincar junto ou sugerir que outras pessoas sejam convidadas. ”

A especialista afirma ainda nos casos em que adultos e crianças brincam juntos, ambos podem orientar a brincadeira, mas com os devidos cuidados. “O adulto não tem que ser cordeirinho, mas ele precisa lembrar que existe uma diferença de idade e de maturidade. Ele pode até sugerir a brincadeira, ou ensinar, mas não precisa tomar a liderança. ”

 Com esses cuidados, as relações de companheirismo vão se construindo naturalmente e, quem sabe, evoluindo a ponto de que aqueles que se escolherem para ser parceiros possam se ajudar mutuamente.

Dica | Programe atividades COM o seu filho e não PARA ele

Estabelecer uma relação de parceria e companheirismo com a criança vai além de separar algum momento do dia para estar perto dela. Para que essa experiência seja valiosa é preciso que ambos estejam envolvidos nessa vivência e proponham atividades de interesse comum que possam ser feitas em conjunto (ora entre pais e filhos, ora entre a criança e outros amiguinhos). Praticar um esporte favorito, assistir à uma partida de futebol, andar de bicicleta, montar quebra-cabeças, inventar jogos e brincadeiras possibilitam que uma série de memórias que são criadas nessa fase sejam resgatadas na vida adulta, mas que para isso ocorra é preciso que sejam prazerosas. Além disso, sem que seja algo perceptível, elas passam a delinear o modo de agir das crianças em diferentes situações, permitindo que as interações sociais sejam bem menos complexas.

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