BRINCAR É … UM REMÉDIO DOCE E EFETIVO PARA CRIANÇAS QUE ESTÃO DOENTES

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Vai e volta de hospitais, medicamentos, exames, diagnósticos e outras situações que levam crianças a limitações momentâneas, ou até mesmo permanentes, podem ser um desafio na vida dos pais e dos pequenos. Mas ainda assim é preciso lembrar que criança nunca deixa de ser criança. Isso quer dizer que mesmo em situações de fragilidade e precisando de cuidados especiais, os pequenos devem continuar brincando. E garantir que a brincadeira não pare é tão essencial que desde 2004 a Organização Mundial de Saúde, por meio da Rede Internacional de Hospitais Promotores da Saúde (HPH – Children and Adolescents), trabalha para garantir os direitos das crianças hospitalizadas com base no que diz a Convenção das Nações Unidas de 1989.

De lá para cá, naturalmente, muitos estudos foram feitos para comprovar a eficácia das brincadeiras em tratamentos de crianças com os mais variados tipos de doenças.  Entre os efeitos terapêuticos proporcionados pelas intervenções com brincadeiras estão relatados sempre a diminuição do estresse, da ansiedade, o resgate da relação com a própria infância (muitas vezes tomada pela rotina que exige a realização de muitos procedimentos hospitalares) e a conservação da sociabilidade, ou seja, é mais fácil evitar que a criança enferma se isole.

E mesmo nos casos em que a criança não precisa de uma hospitalização constante, mas tem alguma indicação de permanecer em repouso em casa, os adultos observam que o comportamento desse pequeno muda bastante. A falta de apetite; a privação de estar entre outros amiguinhos; a impossibilidade de ir à escola, além da própria doença podem levar a criança a um quadro de agravamento pela tristeza.

Desse modo, cabe aos pais (e aos profissionais que interagem com crianças em ambientes hospitalares) criar um meio de comunicação de modo que a criança entenda que a infância continua ali e precisa ser vivida. Isso quer dizer que enquanto médicos trabalham para cuidar da saúde física do pequeno, pais, parentes e cuidadores precisam se dedicar a garantir que o pequeno continue se comportando como criança, ainda que tenha algumas limitações. Pensando nisso, reunimos aqui algumas dicas de brincadeiras que podem ser feitas dentro dos hospitais ou mesmo em casa, enquanto não é possível correr pelo mundo lá fora. Confira!

Dobraduras

Fazer dobraduras estimula a criatividade dos pequenos e não exige esforço físico. Para atrair a atenção, uma boa dica é escolher folhas coloridas e em formatos diferentes. Se o hospital permitir, aproveite para incentivar a criança a fazer uma colagem com o resultado do trabalho.

Cantar

A sabedoria popular diz que “quem canta seus males espanta”. Só isso já seria um motivo e tanto para cantar em situações assim. Mas a brincadeira pode ficar ainda mais divertida se for feito o desafio de que os participantes cantem músicas que tenham palavras pré-estabelecidas. Por exemplo: a brincadeira agora é cantar uma música com a palavra feliz!

Espelho

Quem se aguenta sem rir quando percebe que está sendo imitado por alguém? E se a pessoa faz os gestos direitinho, como se fosse um espelho na sua frente? É difícil não achar engraçado, né!? A brincadeira simples, e que não exige nada de esforço, garante alguns minutos de diversão .

Massinha

Existem muitos produtos antialérgicos no mercado. Se o médico permitir, brincar de massinha pode ser uma boa distração para as crianças, que podem ser incentivadas a fazerem isso também com os pés, caso tenham as mãos ou os braços impedidos de fazerem movimentos por alguma razão.

Fantoches

Além de uma brincadeira, os fantoches ajudam a criança a liberar a criatividade enquanto imaginam histórias e nomes para cada um dos personagens.  De repente esse pode ser até um bom momento para que ela recrie com os fantoches parte do que ela está vivendo e assim coloque para fora os sentimentos que a incomodam.

Colorir

Colorir é tão gostoso e terapêutico que recentemente muitos adultos passaram também a adquirir livros para pintar. Além de ser uma distração incrível, é uma chance dos pequenos colocarem os talentos em evidência. Para atrair mais o interesse deles, vale investir em uma boa caixa de lápis colorido, giz ou canetinhas.

Trava-língua

Essa brincadeira é muito antiga, mas muita gente já riu muito do pai ou da mãe falando bem rápido que o ” rato roeu a roupa do rei de Roma e a rainha resolveu remendar” ou ” três pratos de trigo para três tigres tristes comerem” ou ainda o mais complexo ” num ninho de mafagafos tinha sete mafagafinhos, quem desmafagafizar os sete mafagafinhos um bom desmafagafizador será.”

Dica | Brincar ajuda a criança passar pela doença de maneira mais amena

Entender que a recreação para crianças doentes é uma forma de terapia e incentivá-las a participar dessas atividades é uma maneira de resgatar o lado saudável desses pequenos. Enquanto estão em uma sessão de entretenimento, muitas vezes, as crianças se entregam por inteiro e esquecem, momentaneamente, do sofrimento que eventualmente estejam passando.

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