BRINCAR É … UMA MANEIRA GOSTOSA DE EXPLORAR NOVOS ESPAÇOS E GANHAR CONFIANÇA

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Vimos até aqui que para começar uma brincadeira basta disposição e criatividade. Em certas situações qualquer cantinho basta para deixar que a alegria corra solta. Mas, embora começar uma brincadeira seja algo possível de ser feito em qualquer lugar muitas vezes, é importante que as crianças tenham um espaço fora de casa para explorar e se divertir. Nessas áreas elas estão liberadas para fazer bagunça, correr, pular e até mesmo gritar; fora isso elas podem se sentir encorajadas a experimentar novas formas de brincar.

Além da sensação de liberdade, existem outras razões fundamentais para que as crianças brinquem fora de casa. Espaços como grandes quintais e parques abertos exigem que os pequenos ampliem seus limites de exploração, avaliem riscos, desenvolvam a coordenação motora e absorvam, sem perceber, conhecimento sobre como o corpo se comporta em diferentes situações. Por exemplo, apenas ao brincar fora de casa uma criança saberá a sensação de ter o pé na areia ou na lama; se o corpo pode escorregar em uma descida coberta por grama; qual a melhor maneira de subir em uma árvore, ou como colocar mais força ao empurrar um balanço poderá fazer um amiguinho ir ainda mais alto.

Todas essas atividades exigem um emprego muito grande de energia, que contribuem para que as crianças extravasem a intensidade de suas emoções e, ao mesmo tempo, recarreguem as baterias para situações que pedem mais concentração.  Outra vantagem está no fato de que experimentar essas brincadeiras permite que as crianças se sintam muito mais capazes depois de realizá-las e isso as fará desenvolver autoconfiança em diferentes situações até que cheguem à vida adulta.

O gosto por atividades físicas na vida adulta pode ser outro fator importante a ser desenvolvido pelo incentivo das brincadeiras em áreas externas. Crianças que aprendem a desfrutar do ar livre têm uma chance muito maior de desenvolverem gosto por atividades como caminhada, corrida, ciclismo ou outras atividades semelhantes.

Será brincando em áreas externas também que os pequenos criarão vínculos com a natureza e entenderão na prática a importância de preservá-la. A água, a sombra, a superfície macia das flores, os espinhos dos caules e tudo mais no entorno que forma aquele novo cenário a ser explorado durante a brincadeira pode ensinar muito sobre as coisas do mundo.

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Mesmo as crianças pequenas podem tirar proveito das brincadeiras ao ar livre. Muitos parques contam com túneis nos quais os bebês podem engatinhar supervisionados por adultos que podem esperar por eles, em uma das extremidades, enquanto soltam frases de incentivos. Se ir a um parque não é sempre possível, buscar uma área reservada dentro do condomínio ou no quintal de casa para que a criança ande de triciclo também é uma boa saída. Em outros casos, o simples contato com a água ou com a grama já pode ser muito bom. Para os maiores, os desafios preferidos envolvem altura e equilíbrio e, apesar de assustadoras, essas práticas são fundamentais para o desenvolvimento das habilidades motoras e até mesmo do sistema neural no cérebro. Por isso, o melhor a ser feito é deixar que as crianças testem os seus limites ficando atento apenas para que eles não se exponham à riscos excessivos.

*Artigo criado com base na publicação Play, Development and Early Education by Johnson, Christie and Wardle.

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