BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS ANTIGAS

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Resgatando a essência de brinquedos e brincadeiras antigas

Brincar de amarelinha, pular corda, roubar bandeira, correr no carrinho de bate-bate, esconde-esconde, bolinhas de gude, jogar peteca na rua, enfim. Estas brincadeiras e brinquedos antigos  lembram você de algum momento especial na infância? Essa pequena lista é apenas uma brecha para despertar na nossa memória lembranças infinitas de momentos que, sem dúvida, tornaram nossa vida mais alegre e feliz.  Para brincar era fácil, bastava chamar os amigos ou irmãos, escolher a brincadeira e usar a imaginação para conseguir algumas horas de muita diversão gastando somente energia.

Mas e agora? Será que essa nova geração de crianças que já nasceram convivendo em um “cyberespaço” lúdico e cheio de recursos ainda consegue trazer um pouco das tradicionais brincadeiras da infância dos pais para a sua realidade?  Inseridas em um ambiente tecnológico e intuitivo, boa parte das crianças hoje conta com o auxílio de dispositivos eletrônicos, como smartphone e videogames para se divertir, e conhece muito pouco sobre os brinquedos e as brincadeiras que hoje estão quase em extinção.

Hoje é cada vez mais difícil encontrar crianças na rua ou dentro dos condomínios participando de atividades coletivas, como pega-pega ou esconde-esconde. Essas brincadeiras podem ser muito positivas para o seu desenvolvimento social. Faz com que desde pequenos possam aprender a resolver problemas em grupo e conseguir fazer novas amizades.

O poder das brincadeiras antigas

A psicóloga Marila Santos Areias reforça os pontos positivos das brincadeiras infantis antigas para o entrosamento e desenvolvimento infantil: “A interação entre crianças é fundamental para o processo de conhecimento de seu mundo interno e externo, no qual a criança aprende a reconhecer a existência do outro e futuramente a lidar com situações de conflitos diversos. A criança aprende a lidar com as frustrações, com as diferenças, se expressar, entre outras funções emocionais.”

Brincadeiras tradicionais que só são possíveis realizar com mais de uma criança, como “rouba bandeira” ou “esconde-esconde”, aparecem em registros de relatos da história da humanidade desde antes do século XV, e chegaram até os dias de hoje passadas de geração para geração. Esse compartilhamento de informações entre pais e filhos é fundamental para aproximá-los da realidade de vida dos mais velhos e para que os pais entendam um pouco mais sobre o mundo que seus filhos estão inseridos.

Camila Carvalho tem 28 anos e é mãe de um menino de 4 anos e uma menina de 2. Ela nos conta a maneira como consegue transmitir algumas das experiências que marcaram sua infância para seus filhos e como essas atividades são importantes para a conexão entre ela e as crianças: “A gente faz diversas brincadeiras, como bolinha de sabão, barra-manteiga, esconde-esconde, piquenique, entre outras. Elas são de suma importância para nossa aproximação, porque na diversão podemos ensinar de forma mais leve, e também criar um espaço só nosso no meio da correria do dia-a-dia”.

No entanto, como citado por Camila, essa aproximação entre pais e filhos se torna cada vez mais difícil, principalmente em grandes centros urbanos, onde as pessoas estão cada vez mais ocupadas com o trabalho, com problemas do dia-a-dia e acabam não tendo muito tempo para se dedicarem a essa troca de experiências com seus filhos, como destaca a psicóloga Marila: “Esta dificuldade se dá por diversos fatores. Contudo, é essencial entender o quanto o entrosamento entre pais e filhos faz bem para a saúde da criança, assim como para os próprios adultos”.

Despertar a curiosidade das crianças

Um dos pontos positivos em compartilhar as boas experiências de sua infância é o despertar da curiosidade dos pequenos através das semelhanças que seus pais têm com eles, aproximando o adulto da realidade da criança e assim abrindo portas para que através dos brinquedos e brincadeiras que ela não conheça eles possam fazer parte de uma mesma realidade, como completa a psicóloga: “Existe um alto grau de curiosidade e interesse em conhecer a história dos pais e isto inclui, principalmente, o período da infância. Ter envolvimento com eles faz com que a criança se sinta parte desta família”.

Jogos de tabuleiro ou mesmo de peças para montar, como o quebra-cabeça, são tipos de atividades muito tradicionais na cultura ocidental desde os anos setenta.  Através deles, a criança começa a desenvolver seu raciocino lógico e passa a ter mais contato com situações que exigem estratégia e trabalho em equipe para passar para a próxima etapa do seu crescimento intelectual e cognitivo.

É importante destacar que na hora de escolher o melhor brinquedo para presentear o seu filho, alguns fatores precisam ser levados em consideração, como idade e preferência da criança. Camila Carvalho, que tem dois filhos ainda pequenos, nos fala sobre o que avalia na hora da compra: ”Considero a vontade dele, o quanto o brinquedo é útil para seu desenvolvimento e o preço. Tenho filhos dos dois sexos e ambos brincam juntos, de espadinha ou de boneca, sem distinção. Quanto à idade, sim, faço uma seleção. Às vezes por falta de desenvolvimento de alguma habilidade necessária para usar o brinquedo. Meu filho ganhou um patinete com um ano de idade, mas só usou dois anos depois. Outras por não ter conteúdo adequado à idade”.

No compartilhamento de suas experiências com seu filho você certamente vai conseguir identificar quais são as atividades que mais o interessam e se existe alguma tarefa que ele apresente maior dificuldade em executar. Esse pode ser um bom caminho para que ele conte com você para encontrar uma forma de cumprir com novos desafios educativos e emocionais. “Brincadeiras que estimulam o diálogo, o toque, o relacionamento social, como por exemplo, o esconde-esconde, são fundamentais. A família é a primeira instituição social que o indivíduo está inserida, a partir do momento que a família interage bem entre si (mãe-pai, filho-filho, filho-pai, filho-mãe). A criança percebe a importância desta interação e a passa a seguir como modelo para a vida”, ressalta a psicóloga Marila Santos Areias.

Ensinar um pouco para os filhos sobre os brinquedos que você amava e quais as brincadeiras comuns da sua infância, além de ser uma maneira criativa e divertida de aproximação nessa relação, também pode ajudar a manter um pouco da nossa história acesa na vida da nova geração.

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