BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS PARA CRIANÇAS DE 0 A 2 ANOS

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Descobrir e desenvolver todos os dias

Com a chegada de um bebê em casa, toda a rotina muda e as descobertas são dos papais e dele.

A importância em valorizar a capacidade que os pequenos têm de improvisar as brincadeiras a partir de quaisquer objetos está além da diversão, passa pela exploração dos espaços e o desenvolvimento de enredos que se enriquecem ainda mais com o cotidiano e a imaginação.

O estágio Pré Operacional, de acordo com a tese de Jean Piaget, é marcado pelo surgimento da fala como forma de expressão e contribuição com as relações. Outra característica é a possibilidade de uma troca importante entre objetos, ações, pessoas e situações por símbolos, que são as palavras. É um marco na vida da criança e dos pais, pois eles passam a ensaiar novas formas de comunicação e brincadeiras. Nesta fase, o mundo infantil tem um ganho maravilhoso de experimentações e criatividade, e os pais podem se permitir um up grade na forma de brincar com seus pequenos.

Desenvolvimento dos bebês

Claro que existe uma orientação sobre como o bebê se desenvolve mês a mês e o que os pais podem esperar para o seu filho. Entretanto, ela não é uma regra. Cada um tem o seu ritmo. Alguns engatinham mais cedo, outros até pulam esta fase ou criam um modo diferente do tradicional, como se movimentar com o bumbum, por exemplo. Há quem ande com nove meses de idade, enquanto outras crianças conquistarão este marco depois de 1 ano, e por aí vai.

Entretanto, se você estiver com dúvidas ou achar que há algum problema com o desenvolvimento do seu filho, nada melhor que uma conversa com o pediatra para avaliar caso a caso e te orientar sobre como proceder.

Reconhecendo sons e cores – brinquedos e brincadeiras entre 0 e 4 meses

Segundo Piaget, este é o início do Período Sensório Motor e, que para ele vai do nascimento, até os dois anos de idade. Nesta fase, o bebê está atento a tudo que é colorido e em pequenos ruídos. Móbiles que se movimentam, têm cor e sons são ideias para fazê-lo se divertir, localizar e identificar mudanças de ambiente, novas ações e ajudar os pais a observar o desenvolvimento dos movimentos que são comuns nesta fase.

Como os bebês passam muitas horas dormindo nos primeiros dias de vida a presença dos papais é acolhedora e necessária, pois se tornam referência com a troca de olhares, com o som da voz, toque e aromas. Por isso, capriche nos carinhos, afagos, canções de ninar, inclusive durante a mamada.

Dos 4 aos 8 meses – Agora quero pegar!

A criança que já teve acesso a cores e sons agora tem a necessidade de tocar para que aquelas sensações se tornem objetos reais, mesmo que isso não seja lógico em seu pensamento. Com esta idade ela prioriza ações sensoriais, como o toque, ainda que com a boca. Por isso, os móbiles, que antes ficavam apenas pendurados, ganham novas funções com modelos especialmente preparados para o toque e a curiosidade. Da mesma maneira funcionam os mordedores, chocalhos, bichinhos e objetos de vinil ou de pano. Escolha entre diferentes formas e texturas para estimular seu bebê.

Ao descobrir as mãos e as pernas também começa a controlar os movimentos da cabeça. E isso exige atenção. Investir em tapetinhos e mantinhas de atividades, ginásios de chão com móbiles e cangurus que deixem as perninhas livres para chutar e mais fortes. O corpo do adulto é também um excelente brinquedo para o bebê, afinal, é uma versão maior do seu próprio corpo onde ele pode escalar, apertar, interagir e ser levado à diferentes lugares em segurança. Piaget fala em contágio conductal, onde ações dos adultos são imitadas pelo bebê, desde que estas já sejam em seu repertório. Por isso, brincar de “serra-serra serrador” e “onde está” são dois exemplos que divertem os bebês e papais.

Brinquedos para bebês dos 8 aos 10 meses – Daqui a pouco já posso andar!

Na fase da trincheira – aqueles ensaios de engatinhadas tão desajeitados e encantadores -, dos 8 até perto dos 10 meses, existe a necessidade de expandir as possibilidades e dispor de novos espaços e brinquedos, porque a exploração do ambiente pode e deve ganhar novas cores e possibilidades, tudo com segurança e adequação. Conforme afirma Ester Chapiro, psicopedagoga, professora e pedagoga que atua há cerca de 20 anos na área de educação, todos os papais devem seguir as indicações para escolher os brinquedos adequados à faixa etária. “Acredito que as faixas indicativas para brinquedos não limitam as brincadeiras das crianças, pelo contrário. Em nosso país este critério é feito através de um processo de certificação, para garantir a segurança da criança, porém mesmo que o produto tenha sido avaliado e certificado, não exime o fabricante da responsabilidade pela sua qualidade e também os pais pelo seu uso adequado.”

Diferentemente do que acontece no primeiro semestre de vida, os bebês conseguem executar movimentos bem mais coordenados e brinquedos de empurrar e puxar, de desmontar e encaixar passam a fazer sentido e serem muito mais interessantes, mesmo os modelos mais simples, como argolas de plástico com encaixes e cubos com peças para guardar. Lembre-se sempre de estimular o toque em diferentes formas e texturas, isso pode ser feito com brinquedos de pano dos mais simples aos mais elaborados, exemplo disso são os livros em tecido e com figuras em relevo. Os bonecos “João Bobo” e suas variações, bichinhos de pelúcia, caixa de música, objetos com pequenos espelhos também são opções. Mas invista também nos que faça seu bebê tentar os primeiros passos e fortaleça seus músculos, pois ele se encorajará cada vez mais a aventuras pela casa.

A interação com as pessoas é cada vez maior e aquela pequena pessoa começa a existir e gostar de ser notada. A criança, neste período, já reconhece bem os indivíduos de seu convívio, por isso, estar disponível para brincar com ela destinando o tempo com qualidade é muito importante. Brincadeiras para melhorar o desempenho na engatinhada e nos primeiros passinhos são importantes e deliciosas, não só a criança se diverte.

Bebê de 11 a 12 meses – O mundo ao alcance das… pernas!

Com o aumento da capacidade de se equilibrar e explorar os espaços, a criança de 11 meses acredita ser mais independente e fica mais confiante, mas o cuidado com a sua segurança cabe ao adulto, por isso, afaste tudo o que possa machucá-la.

Mesas e centro de atividades devem ser maiores e variados para que ele mostre suas habilidades mais sofisticadas nos movimentos e também tenha maior autonomia nas brincadeiras e escolhas. Atividades pedagógicas são propostas bem-vindas, entre elas, montar e empilhar, encher e esvaziar, identificar cores iguais, porque a evolução intelectual é mais rápida e consistente, a disposição às novidades e ao aprendizado é maior e tenta fazer dos ruídos, palavras.

Ao completar seu primeiro ano de vida a fala é um exercício cada vez mais constante e a voz dos pais é a referência de aprendizado da língua. As frases desconexas e incompletas são as tentativas de comunicação do bebê e cabe aos adultos ajudá-lo a se expressar.

Quedas são esperadas enquanto ele caminha, mas isso não o faz desistir de ir atrás dos brinquedos que jogou, propositalmente, para longe. E os carrinhos de puxar e veículos são os preferidos para os passeios pelos ambientes. Como ele já sabe procurar os objetos que somem do seu campo de visão, as tendas, ou qualquer lugar que traga aconchego serve para guardar e buscar os brinquedos.

Brincadeiras até os 18 meses – Desbravando os territórios

“Depois de 1 ano de idade, ganha importância os movimentos, carrinhos, bonecas que mexem, sequência de sons (música)”, comenta Ester Chapiro.

Agora explorar os ambientes e as coisas são descobertas intensas e diárias. Seu bebê é capaz de subir degraus e escalar o berço, sofá, as cadeiras e quaisquer móveis que alcance. Capriche nos protetores de quinas, de pontas e tomadas da casa. Abrir e fechar portinhas, apertar botões, alcançar e pegar objetos mais pesados são atividades possíveis e cotidianas.

Com o passar dos meses, os passeios ficam mais interessantes para explorar terra, grama e brinquedos maiores. O bebê se inspira interagindo com amiguinhos da mesma idade e troca experiências nas brincadeiras entre eles. Baldinhos e pazinhas de areia, massinhas de modelar, ferramentas que imitem tarefas de casa, brinquedos que aprimorem a coordenação dos movimentos com o olhar e brinquedos de chão que crescem junto com o bebê e resistam a diferentes solos devem fazer parte do seu dia a dia. Ele também vai gostar de brincar de cavalinho e avião e outras modalidades desafiadoras.

As emoções estão mais elaboradas, sentir ciúme e reagir as emoções também são formas de comunicação. A escrita pode começar a ser exercida através dos rabiscos com giz de cera, assim como colorir com tinta e papéis. Certifique-se que tudo é indicado para o uso do bebê com tamanhos e matérias-primas corretos.

Brinquedos e Brincadeiras para crianças de 2 anos – Aproxima-se o período das operações concretas…

A realidade, as fantasias e o mundo adulto inspiram as crianças desta idade. As fases do desenvolvimento pelas quais ela passou se somam ao vocabulário de quase 100 palavras, no controle de cada vez mais movimento e melhor equilíbrio, maior força física e em conseguir saber o que aconteceu antes e pode acontecer depois obedecendo alguns comandos e elaborando respostas.

Histórias e fantasias fazem parte do dia a dia infantil. Mesmo tão pequenas, as crianças apreciam ouvir e participar das histórias fazendo de conta ser personagem, animais ou elas mesmas inseridas nos contextos.

Para se acostumar com aventuras mais radicais apresente a ele escorregadores e balanços pequenos, túneis e carrinhos sem pedais. Todas as brincadeiras que façam descobrir seus limites e novos desafios, encantam e colaboram fortemente para o desenvolvimento. A psicopedagoga Ester Chapiro fala sobre os tipos de brinquedos para esta fase: “Dê preferência àqueles que exercitam a imaginação, a criatividade, a inventividade.”

A criança reconhece o que é seu e o que pode vir a ser, passa a imitar os adultos com movimentos mais verossímeis, cozinhando, limpando, falando ao telefone e colocando o bebê para dormir, inclusive fazendo de bonecos seus filhos ou dependentes, a quem ela alimenta. Cuidar dos brinquedos faz parte dessa fase, ainda que improvisadamente, guardar objetos e buscá-los já não é mais um desafio (funciona bem se os brinquedos são de montar e encaixar).

Ao procurar brinquedos para as crianças escolha aqueles que as façam bem, lhes tragam prazer, as estimulem e, principalmente, apresentem o mundo de forma sadia e lúdica. Pois, segundo descrito por Piaget, nesse subestágio, a criança inventa novas combinações de esquemas a partir de suas representações.

Ester Chapiro, reforça a importância do brincar para diversão e, ao mesmo tempo, para incentivar o desenvolvimento da criança com leveza.

“Os brinquedos e as brincadeiras se revestem de certas características de tal forma que através disso a criança aprende, pratica e aperfeiçoa determinados aspectos de sua personalidade. Brincar é mais que uma lição, é um conjunto de experiências de vida, muito rica, muito proveitosa e muito necessária para o desenvolvimento infantil.”

A fase da primeira infância é a base para boa parte da vivência do indivíduo, e responsável inclusive pelo sucesso de seu desempenho escolar, quando ele demonstrará com clareza sua desenvoltura em executar tarefas das mais simples às mais complexas. Além disso, a criança até os dois anos de idade começa a criar laços de amor e troca com os seus que enriquece a vida e forma sua família, portanto mais que o brinquedo, o brincar com os pais é fundamental para fortalecer estes vínculos afetivos e criar crianças independentes e seguras. Por isso, dedique o seu valioso tempo ao seu bem mais precioso: seu filho.

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