Como a tecnologia está inserida nas escolas? Ela ajuda ou prejudica a criança?

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Embora a inclusão digital na escola venha ocorrendo gradativamente (e com defasagem se comparada aos avanços que se vê na sociedade em geral) ao longo de 36 anos, muitas instituições de ensino, sobretudo na rede privada, já têm o uso das tecnologias como parte da rotina na educação.

Isso significa dizer que aquela criança que já passa horas em frente ao computador ou ao tablet sempre que pode ou mesmo quando os pais ou responsáveis “precisam” que ela se comporte, (como em restaurantes e salas de espera, por exemplo), também é exposta a esse recurso na escola. Mas o que isso quer dizer? A escola se esqueceu do seu papel de oferecer conteúdo didático aos pequenos? A interação social ou com materiais que possam desenvolver as habilidades dessas crianças na escola não é mais necessária? O lado lúdico foi deixado de lado?

Não! Não é bem assim. Apesar de oferecerem laboratórios multimídia, lousas digitais e trabalharem com notebooks ou tablets em alguns momentos, os gestores das escolas devem estar atentos para que esses momentos sejam pontuais dentro de uma rotina que precisa ser multidisciplinar, principalmente para as crianças muito pequenas.

É dessa maneira que a utilização dessas ferramentas ocorrerá de maneira saudável como explica a educadora e fundadora da ONG Instituto Paramitas Claudia Stippe. “É preciso entender que existem atividades específicas. A criança, por exemplo, pode aprender a programar com quatro anos [existem programas específicos, como jogos, que ensinam isso], não porque ela vai se tornar programadora, mas porque esse tipo de ferramenta contribuirá para os processos cognitivos dela; para que ela seja alfabetizada mais facilmente mais para frente. Claro que não sou a favor do uso contínuo de tablets para crianças pequenas dentro da escola. Ela precisa aprender a pegar no lápis, pintar, rabiscar, ligar uma figura a outra, mexer na massinha; tudo isso a ajudará mentalmente também. Mas eu posso ter uma ação específica quando eu tenho um objetivo concreto com isso e  que não seria alcançado de uma maneira analógica, por exemplo.”

Em outras palavras, apesar de importante, o uso de tablets dentro das escolas deve ser bem equilibrado com vivências que permitam que os alunos compartilhem tempo com os colegas, explorem espaços externos, façam uso de recursos diversos como argila, areia, água, folhas de plantas, papéis, tecidos, brinquedos e outros materiais que, unidos à atividades lúdicas (como contações de histórias e representações) os permitam entender como cada uma das coisas do mundo físico parece e funciona e, dessa maneira, possam ter um desenvolvimento e uma formação múltipla e adequada.

E para os maiores? O uso da tecnologia na escola é liberado?

Entre as crianças maiores, ou até mesmo entre adolescentes, o desafio dos educadores é outro: mostrar a esses alunos que o uso daquele objeto, seja o tablet ou o computador, tem uma outra finalidade dentro do espaço escolar, que não é nem a do entretenimento e nem a de interação social. A interação, aliás, pode e deve ocorrer, desde que seja para trocar com os colegas algo que tenha sido produzido e possa ser partilhado em uma rede comum.

A experiência da professora do Ensino Médio da Escola da Vila, Angela Kim Arahata, mostra que o esforço traz resultados. Ela conta que a escola levou uma equipe da Espanha para ensinar como usar a tecnologia atrelada a didática e que, aos poucos, com a formação dos professores, a transição foi feita. Neste ano, a escola passou a usar o Google Sala de Aula. A ferramenta permitiu que a entrega de trabalhos pelos alunos, e outras atividades que eram feitas manualmente, como a troca de textos, fossem otimizadas. Angela ressalta, no entanto, que a tecnologia, mesmo nessa fase do ensino, não podem fazer o trabalho sozinha.

“O que está no centro do trabalho é a qualidade do ensino que você pode apresentar. A tecnologia é uma coadjuvante que ajuda muitíssimo, mas é essencial apresentar propostas que tenham valor educativo.”

Dica | Faça do uso do tablet algo pontual em casa também

Assim como é preciso criar uma rotina para a criança com determinações sobre os horários de estudo, de banho, de comer e de lazer, é importante delimitar o tempo que o pequeno poderá fazer uso do tablet ou computador. Se possível, explique à criança que aquele momento que ela passa com um joguinho virtual é o tempo de lazer, que deve ser dividido com atividades que façam bem ao corpo dela, como brincar do lado de fora, jogar argolas, pular corda e passar elástico, por exemplo; porque são as brincadeiras desse tipo que permitirão que ela fique mais forte e tenha um crescimento físico saudável.

jogos eletrônicos

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Conheça alguns brinquedos educativos da La Malle Magique que podem auxiliar as crianças a dividirem o tempo da diversão entre os eletrônicos e outras atividades, clique aqui.

 

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