Festa Junina: uma tradição que reflete na vida da criança

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Bandeirinhas, músicas, comidas típicas, quadrilha, casamento e a boa e velha fogueira. A Festa Junina chega mais uma vez e, com ela, vem a animação da criançada.

Desvendando a tradição

As comemorações tradicionais refletem a cultura e formação de um país. Há representação por ditos populares, crenças e costumes, que resultam em festividades e eventos de cada região.

No Brasil, a festa junina é uma de nossas principais festas folclóricas tradicionais: a comemoração realizada em Junho ganhou espaço e, hoje, é muito difundida.

Conhecida também como “Festa de Todos os Santos”, o evento teve influência europeia, africana e indígena, mesclando comidas, músicas e danças. No início, era basicamente uma festa em agradecimento a São João, Santo Antônio e São Pedro, pontuando a colheita realizada e as conquistas do ano.

Nos dias de hoje, a festa junina resgata essa tradição pela diversidade de comidas, músicas e a típica quadrilha. Não é necessariamente um agradecimento, porém, está na veia do brasileiro retomar a cultura caipira como ponto de formação.

As tradicionais brincadeiras e o contato com a criança

A festa junina também é uma presença muito forte no dia a dia da criança, que é afetado pelas comemorações de cada época.

As brincadeiras da festa são pontos culturais fortes, que ao mesmo tempo em que estimulam a interação e o ato de brincar, resgatam costumes antigos.

Com base nos pensamentos do teórico Piaget, sabemos que a atividade lúdica é tida como o berço intelectual da criança. Encontramos na brincadeira infantil um universo de formação.

É através do faz de conta que ela lida com situações diferentes: jogos desenvolvem o raciocínio e a imaginação entra em contato direto com o processo criativo.

A festa junina é mais um espaço em que a criança se aproxima das brincadeiras, em um ambiente atrativo, colorido e festeiro.

Com jogos arquétipos e populares, além das experiências intuitivas com o brincar, a criança mergulha em outro tempo, outro espaço e outros costumes. Ela sabe que é a partir dessa festa que entrará em contato com a pescaria, o tiro ao alvo e com a quadrilha. Consequentemente, se relaciona com sua própria formação cultural.

Esse contato será particular e proporcionará uma experiência individual pelas brincadeiras. Adriana Friedmann, mestre em educação pela Unicamp e doutora em antropologia, prevê essa conexão e afirma que “ao mergulharem nessa brincadeira e em tantas outras: sem sabê-lo, estabelecem conexões céu-terra, espírito-matéria”.

É sempre em um contexto de mundo que a criança brinca, lidando com pessoas diferentes, ações diferentes e lógicas específicas para cada jogo.

O aprendizado através do brincar está sempre se desenvolvendo. Portanto, por meio de brincadeiras como a do ovo na colher, boca do palhaço e jogos de argola, ela entrará em contato com a diversão, suas próprias formas de lidar com a descoberta das emoções e as tradições construídas.

As festas folclóricas (festas de costume) envolvem um contexto diferente para a criança. Equilibram o ensinamento com a tradição e a felicidade em brincar.

É a partir desse equilíbrio que, por exemplo, as brincadeiras são ótimas opções adaptadas em sala de aula. Usando exercícios de matemática no jogo da argola ou contextualizando quadrilhas e danças com músicas tradicionais.

Busque apresentar à criança essas brincadeiras e comemorações.

É perceptível a diferença entre um dia festivo e um dia comum com brincadeiras típicas. A experiência é totalmente diferente e única para o pequeno, assim como as memórias, sensações e aprendizado.

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