NÃO DEIXE O ZIKA ATRAPALHAR NENHUMA BRINCADEIRA!!

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Brincar ao ar livre é uma das grandes alegrias da criançada, mas se expor a certos locais tem se tornado cada vez mais arriscado com a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Um dos motivos disso é que desde o ano passado o Zika vírus tem feito cada vez mais vítimas e preocupado cidadãos comuns, autoridades de saúde e pesquisadores que trabalham de maneira contínua para entender todos os mecanismos de transmissão e encontrar um meio de controlar o avanço da doença.

O Zika vírus é transmitido pelo Aedes aegypti, mesmo mosquito responsável por doenças como a Dengue e a Chikungunya. Mas, atualmente, estuda-se também sua transmissão por meio de contato sexual, já que o vírus foi encontrado ativo no espermatozoide humano.

Entre os principais sintomas estão dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Outros sintomas menos frequentes podem ocorrer, tais como: inchaço no corpo, dor na garganta, tosse e vômitos. Em geral, os sintomas desaparecem espontaneamente entre 3 e 7 dias.

Apesar disso, é importante ir ao hospital aos primeiros sinais da doença, que podem ser facilmente confundidos com a Dengue e a Chikungunya e precisam de exames laboratoriais mais específicos para serem detectados, evitando o agravamento.

O Zika e os cuidados ao ar livre

Como não existe nenhuma vacina ou medicamento que combata os vírus da Dengue, Chikungunya ou Zika a melhor maneira de se proteger contra tais doenças é a prevenção. Ao deixar as crianças brincarem ao ar livre é importante que a pessoa esteja segura de que aquele é um local em que não há meios do mosquito se reproduzir.

Eliminar água parada de vasos, pneus ou qualquer objeto que possa acumular líquidos; instalar capas de proteção em piscinas e manter a manutenção adequada com produtos químicos indicados, como cloro; trocar a água dos bebedouros dos animais diariamente e fazer a limpeza adequada desses recipientes; observar o acúmulo de água em plantas como bromélias, por exemplo; e não fazer o descarte irregular de lixo em terrenos baldios estão entre as medidas que devem ser tomadas a fim de evitar a reprodução do mosquito.

Outra boa medida é usar roupas claras, de mangas e calças longas.

Água sanitária, uma aliada

Um estudo feito pela ESALQ/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo) mostrou que o hipoclorito de sódio (conhecido popularmente como água sanitária) é eficaz na eliminação de larvas do mosquito Aedes aegypti.

A solução pode ser usada na proporção de uma colher de sopa por litro de água e despejada em locais como ralos de pias, banheiros e cozinhas; no vaso sanitário a proporção pode ser de duas colheres de sopa por litro de água.

Repelente na criançada! E nos adultos também….

Existem diferentes tipos de repelentes comercializados no Brasil hoje, mas antes de escolher o que tiver a embalagem mais atraente, é importante saber se o eleito é o mais indicado de acordo com as condições da pessoa e a faixa etária e se ele é aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Aqui no Brasil, existem três princípios ativos aprovados pelo órgão:

IR3535: indicado para bebês com idade acima de seis meses (desde que orientado pelo médico); além de gestantes e idosos. Em geral, tem ação mais curta de até duas horas.

ICARIDINA: pode ser usado em crianças com idade acima de dois anos e em mulheres grávidas e garante proteção por até dez horas.

DEET: também é liberado para crianças com idade acima de dois anos e pode ser utilizado por mulheres grávidas. A concentração do princípio ativo deve ser menor para crianças do que para adultos e a duração da proteção varia de duas a seis horas de acordo com a concentração do produto.

MODO DE USO: aplique na pele de acordo com a indicação médica e observando a indicação do uso do produto por faixa etária; faça a aplicação 15 minutos depois do uso de filtros solares, maquiagem ou hidratante (o repelente deve ser o último a ser usado, sempre); não utilize em áreas próximas dos olhos, boca, nariz ou genitais; não use nas mãos das crianças e lave sempre as mãos depois da aplicação; use o produto, no máximo, três vezes por dia. Aplique, inclusive, nas roupas.

FIQUE DE OLHO: A Sociedade Brasileira de Infectologia deve entregar ao Ministério da Saúde nesta semana um pedido de revisão das regras para o uso de repelente pedindo a liberação para crianças já a partir dos dois meses. Segundo o órgão, várias agências reguladoras de outros países, como os Estados Unidos, por exemplo, recomendam o uso de repelentes já a partir de dois meses de idade.

O Zika e os bebês

Apesar de gerar sintomas menos agressivos e menos riscos à vida do que doenças como a Dengue, por exemplo, o vírus Zika traz muita preocupação aos médicos e cientistas principalmente porque foi descoberta uma relação entre a infecção por Zika na gravidez e malformações neurológicas, como a microcefalia (nome que se dá quando a cabeça tem tamanho menor do que o padrão).

Embora os estudos sobre as manifestações da doença e seus desdobramentos entre gestantes e bebês continuem, não há sinais de que mães contaminadas por Zika possam transmitir o vírus para os filhos durante a amamentação. Do mesmo modo, bebês já nascidos não correm risco de desenvolvimento ao contrair o Zika.

Outras preocupações

Foi constatado um aumento de uma síndrome neurológica conhecida como Guillain-Barré em locais onde houve muitos registros do Zika vírus.

Caso a pessoa tenha tido a doença confirmada e mesmo depois de uma semana de tratamento passe a sentir dor, formigamento ou fraqueza nas pernas ou nos pés é fundamental procurar um médico a fim de evitar o avanço da doença e até mesmo paralisia.

Fontes: Drauzio Varella (médico oncologista) e Esper Kallás (imunologista e infectologista), em hangout sobre Zika Vírus aberto à imprensa e ao público pelo Youtube, em 9/3; Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária); Sérgio Cimerman, presidente da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia); ESALQ – USP.

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