O DESENVOLVIMENTO, O MUNDO DO FAZ DE CONTA, OS BRINQUEDOS E AS BRINCADEIRAS PARA CRIANÇAS DE 2 E 3 ANOS

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Pode-se dizer que depois de completar os dois anos de vida a criança se apresenta ao mundo. E os pais, por sua vez, são apresentados a um mundo de vontades, de porquês e de decisões inesperadas.

Com um bebê mais falante, atento, passeador e criativo, os papais tendem a procurar brinquedos que atendam a essa nova fase “mais independente e cheia de atitude” da criança e estimulem ainda mais sua criatividade. Muitas são as opções entre brinquedos, dos mais intuitivos e educativos aos mais tecnológicos.

Com uma enormidade de opções para escolher, os papais se desdobram para fazer as brincadeiras dos seus filhos cada vez mais divertidas e, muitas vezes, acabam sobrecarregando o ambiente com uma grande quantidade de brinquedos que deixa a criança perdida.

Os brinquedos educativos são assertivos na hora de trazer a diversão potencializando o aprendizado dos pequenos desde seus primeiros meses de vida e aproximando ainda mais os pais, que se encantam assistindo o desenvolvimento da criança dia-a-dia.

Brinquedos para crianças de 2 anos

É hora de aproveitar o entusiasmo da descoberta de mais independência e de novas palavras. A criança nesse estágio já é capaz de representar as suas vivências e realidades de diferentes formas, contando histórias, empilhando objetos e elaborando conversas ao telefone imaginário são algumas delas.

Os fantoches e dedoches encantam as crianças e são capazes de ligar os pais aos filhos de maneira singular com a criação de histórias únicas e particulares do mundo familiar onde eles podem se expressar criando falas que correspondem ao seu cotidiano ou situações fictícias que passem mensagens positivas sobre a relação delas com o mundo.

“Os brinquedos cantados são grandes estímulos (Sambalelê, etc…), pois aliam a oralidade ao jogo corporal e desenvolvem a criatividade. Além disso, existem os jogos simbólicos (“faz de conta”) onde a criança gosta de dramatizar e/ ou inventar situações do cotidiano como: brincar de casinha, cuidar da boneca como se fosse sua filha, cozinhar com as panelinhas, corrida de carrinhos, dentre outras situações. Os jogos simbólicos auxiliam no desenvolvimento emocional das crianças, na fantasia, na interpretação que ela faz do mundo que a cerca, etc.“, explica Sorahya Bellard, psicopedagoga do Integração Núcleo de Atendimento Clínico e Pedagógico.

Tudo o que se movimenta também estimula mais movimentos. Por isso, os balancinhos, triciclos e pedalinhos de colocar os pés no chão são empolgantes, ainda mais quando podem ser usados em companhia com os amiguinhos e pais.

A criança toma mais consciência da sua força física e passa a usar tudo da casa como objetos que a desafiem. Nesse caso, é importante investir em brinquedos de puxar e de empurrar para mostrar quais são os objetos destinados para esse tipo de brincadeira e evitar acidentes. Tudo o que está em volta pode se tornar brincadeiras, até mesmo a comida, e isso pode ser oportuno para os pais, conforme orienta Sorahya: é imprescindível que vá mostrando a ela que não é possível estragar a pomada, derramar a água no chão ou bater na comida espalhando tudo pelo chão só pelo prazer de brincar, pois isso faz parte da construção de hábitos e atitudes, e desde cedo é importante essa orientação. Sendo assim, a melhor forma de lidar com essa fantasia sem podar a criança é dar espaço para os pequenos exercitá-la, mas mediar a utilização desses objetos quando estiverem sendo usados de forma inadequada, contudo, sempre, com tranquilidade, sem gritos, impaciência ou violência física“.

Antes mesmo dois anos de idade a criança já pula o berço e ensaia várias escaladas pela casa, o que é ótimo para mapear o local onde ela vive. Os brinquedos ideais para essas aventuras são os escorregadores e os degraus móveis de onde a criança pode se jogar sobre colchões, tatames ou piscinas de bolinhas de pano.

Brinquedos para crianças de 3 anos

Surge um explorador cheio de criatividade e de personalidade. As crianças dessa idade passam a ter mais contato com a disciplina e as mudanças de hábitos pertinentes a transições importantes e necessárias, como o abandono completo das fraldas, por exemplo, o que as apresenta a independência em relação aos pais como algo positivo. É também um momento delicado, mas empolgante para os pais que assistem e incentivam essa evolução.

Os brinquedos, no sentido estreito da palavra, se tornam muito mais coadjuvantes no cenário que a criança monta para si. As brincadeiras criadas são a prioridade e os brinquedos são os elementos, e é importante a participação dos pais nessa mecânica onde as crianças transformam coisas muito simples em brinquedos e muitas vezes se satisfazem com um simples palito que pode se transformar em avião, super-herói japonês ou qualquer outra coisa que lhe aguce a imaginação.

Porém, no momento de escolher o brinquedo é importante verificar a indicação para a faixa etária e oferecer opções aos pequenos. Um bom programa familiar é sair para comprarem, juntos, o brinquedo preferido, pois isso ajuda na interação familiar e na construção dessa relação, mas, sempre há a necessidade da mediação do adulto, pois nem sempre a criança irá querer o que é apropriado para sua idade. Então, cabe ao adulto negociar nesse momento”, afirma a psicopedagoga.

As brincadeiras têm as tônicas de construir e de começo, meio e fim. As escolhas para as crianças de três anos são mais naturais, pois elas têm um repertório mais rico de palavras, informações e emoções. Ela chama mais o adulto para mostrar e falar de suas coisas durante as brincadeiras, principalmente quando surge um aborrecimento. Como a noção de regras e limites está maior elas necessitam ter seus espaços dentro e fora da casa onde as brincadeiras podem ser desenvolvidas e alternadas de acordo com o desejo dela.

Os balancinhos, triciclos e pedalinhos podem ganhar rodas para passeios mais ousados pela casa ou locais adequados, e os brinquedos de montar são vistos com outros olhos e ganham formas mais realistas. Jogos de encaixe (prestando-se atenção ao tamanho das peças em relação à idade da criança) também são interessantes, pois auxiliam na lógica, percepção, criatividade e desenvolvimento motor fino (coordenação de mãos, dedos e punhos). Jogos de palavras e números auxiliam no desenvolvimento do vocabulário e do conhecimento matemático, estimulação auditiva e na criatividade (Ex: “Um, dois, feijão com arroz”, “Dedo mindinho, seu vizinho…”, etc.)”, complementa Sorahya.

Brincar é mais que um direito da criança é o que fomenta a relação dela com o mundo antes de um desenvolvimento mais formal com a apresentação das regras convencionais a qualquer educação seja pelos pais ou seus cuidadores. Sobre a participação dos adultos nas rotinas de brincadeiras das crianças Sorahya Bellard reafirma: “Acho importante mencionar que a participação da família é fundamental no momento das brincadeiras e jogos infantis. A interação entre pais e filhos é primordial para a construção das relações familiares e para a saúde emocional das crianças. Então, é importante que os pais tenham tempo para dedicarem-se a seus filhos, pois brincando juntos é possível perceber a evolução do desenvolvimento infantil, estimular quando necessário e também identificar quando algo não está caminhando tão bem quanto parecia, antecipando, assim, a busca por soluções antes mesmo que os problemas tomem grandes dimensões”.

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