USANDO A IMAGINAÇÃO (ideias de brincadeiras diferentes usando os mesmos brinquedos)

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A infância é a fase da imaginação e da criatividade sem pudores ou censura, isto é, a criança cria, inventa, constrói facilmente, sem se preocupar com a crítica ou a semelhança com o real. Quando pequena, tem grande capacidade de fantasiar muitas coisas, assim, aprende a viver o mundo real, desenvolvendo habilidades de competências múltiplas, além do raciocínio, lógica e inteligência.

O desenvolvimento destas habilidades precisa ser estimulado para garantir uma vida adulta saudável. Além de oferecer brinquedos que exijam interação da criança, os pais devem deixar que brinquem por conta própria, sem bloqueios e muitas vezes sem modelo, para que possam explorar todas as possiblidades que aquele objeto lhe permite.

Crianças pequenas, muitas vezes, brincam tranquilamente, por tempo prolongado com peças de montar. Sem montá-las da forma convencional, apenas empilhando e derrubando, enfileirando as peças, escondendo umas sobre as outras, …

Quando a criança repete a mesma brincadeira sempre por falta de repertório, o adulto pode mostrar um jeito diferente de brincar. Por exemplo, pegando os potinhos que a criança sempre empilha e derruba e colocar na cabeça, como se fosse um chapéu ou utilizar as peças que geralmente são enfileiradas e colocar uma dentro ou sobre a outra.

Os blocos, peças de montar, massinha de modelar, bonecas e animais de pano são excelentes estímulos, pois facilmente podem ser adaptados a qualquer tipo de situação que a criança queira representar em sua brincadeira.

Diversos brinquedos podem ter funções diferentes durante o brincar. Uma bola pode se tornar um bonequinho ou uma simples xícara (do conjunto de chá) pode ser o chapéu da menina.

Peças ou cartas de jogos podem ser usados em outras situações, o dinheirinho de um jogo pode ser o dinheiro da brincadeira de casinha. Peças de montar podem ser usados como produtos do mercadinho ou ainda as ferramentas do mecânico que vai consertar o carrinho que perdeu a roda.

“Um pedaço de pau pode ser uma bengala ou uma boneca que se embala. Os adultos fazem o mesmo: interpretam fatos ou objetos de diferentes formas” (Maria Clotilde Rossetti-Ferreira, coordenadora do Centro de Investigações sobre Desenvolvimento Humano e Educação Infantil, da USP).

Um brinquedo tradicional da infância que pode ser utilizado de formas variadas é a corda. Enquanto não consegue pular corda – movimento que exige coordenação motora, ritmo, atenção, equilíbrio e tônus muscular – a criança pode usar esse brinquedo para outras coisas. Algumas ideias:

  • Brincar de reloginho: um adulto fica no centro da roda e segura a corda em uma das pontas. Ele deve girar a corda, como se fosse o ponteiro do relógio. As crianças formam uma roda em volta e devem saltar quando a mesma se aproximar de seus pés.
  • Pular cobrinha. Duas pessoas, uma segurando em cada ponta da corda, mexem constantemente as mãos, formando ondas na corda, rente ao chão. As crianças devem saltar sobre ela sem encostar!
  • Aumenta-aumenta. Segurar a corda esticada a uma altura razoável do chão, para as crianças passarem por baixo. Comece com a corda baixa e vá aumentando, ou ao contrário. Elas podem passar rastejando, rolando, engatinhando, como quiserem! Uma variação é pedir para as crianças saltarem por cima da corda.
  • Zerinho: essa é uma brincadeira que pode ser considerada uma preparação para aprender a pular corda. Dois adultos seguram a corda e batem normalmente. A criança precisa passar correndo para o outro lado, sem que a corda encoste em seu corpo! Ela não precisa pular, somente passar! É um desafio que estimula a noção de ritmo e tempo, necessárias para aprender a pular corda.
  • Formar figuras e letras com a corda. Pode ser muito divertido tentar fazer a primeira letra do nome da criança com a corda no chão. Ou formar desenhos, desafazer e formar outros…

Os brinquedos são um universo de possibilidades. Todos eles trazem a chance de seguir regras pré estabelecidas ou inventar sua as próprias, por isso existem inúmeras formas de brincar. A maioria deles podem ser adaptados e reinventados. Outro exemplo é a Caixa de Blocos Lógicos, além de classificar por cor, formato e tamanho, a criança pode:

  • Construir desenhos, utilizando as formas geométricas.
  • Empilhar para fazer uma torre.
  • Realizar contagem.
  • Comparar tamanhos e formas.

Assim o exercício de criar e construir durante a infância, com os brinquedos e objetos nos traz modelos de como encarar a vida adulta, com a vantagem de poder desmontar e começar tudo novamente.

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